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DIRECT PLOTTING PCB
Por Harry Lythall - SM0VPO
Estive recentemente envolvido com algumas experiências para transferir um patern PCB a uma placa de cobre revestido. Eu tentei o método de "Transferência de toner" onde se imprime a imagem em uma impressora a laser, mas usar esse papel bolinho branco que a mulher usa para bolos. Em seguida, passar a ferro a imagem em cima da prancha. Ele funciona muito bem, mas precisa de um pouco de prática. Esta técnica que aprendi com uma postagem para o meu quadro de mensagens.
Este artigo é sobre um outro método que eu tentei e teve 100% de sucesso na primeira tentativa. O objetivo é modificar uma caneta plotter de idade, de modo que você pode desenhar direto para o próprio material PCB.Nenhuma fotografia, apenas uma nova caneta. Tudo que você tem a fazer é o uso um daqueles Faber Castell S canetas gerais e ele funciona muito bem como uma caneta de desenho PCB Dalo, mas muito mais barato.Infelizmente, estas canetas são muito tempo para encher para o plotter, você precisa de uma pequena modificação. Você também precisa usar um pouco de tamanho A4 de filme para segurar o PCB. Eu só gravou o PCB no centro e disse ao programa plotter para o centro da trama. Fácil!
Corte a parte superior e inferior da caneta plotter para que você tenha um cano curto com o anel de retenção no meio. A garra do plotter usa isso para segurar a caneta. Ampliar o buraco um pouco com um arquivo e passar a caneta de feltro de ponta através dele, mas apenas apresentar o suficiente para que você tenha um ajuste apertado.
Agora corte a caneta de feltro ou curto e encher a tampa novamente para que você tenha uma curta pena. Um comprimento total de 47 milímetros é tudo o HP7440A irá tomar. Agora empurrá-la através da caneta plotter modificado, o anel está localizado exactamente 35 milímetros desde a extremidade da ponta da caneta. Super-cola o em posição ou ficar soltas muito rapidamente com ponta de feltro. Manter a tampa da caneta de feltro de ponta até o último minuto, em seguida, substituí-lo o mais rapidamente possível. Não deixe a caneta no carrossel ou ele vai secar muito rapidamente.
A tinta não dura tanto tempo assim, mas quem se importa? Quando você viu fora a maior parte da pena que você tem um longo tubo de se sentiu sufocada em tinta. Isso você pode usar para refil na caneta de ponta de feltro encurtado. Um pouco confuso, mas isso pode ser feito sem ficar com os dedos sujos. Uma dica pequena, se você fizer cair tinta em seus dedos, não toque em seu rosto. Isso faz você parecer um idiota! Ele certamente levantou um riso de Maj-Lis.
Bem, aí está! Agora você só tomar o seu conselho para fora do plotter e soltá-lo no etchant. Você pode ter um PCB completa dentro de 30 minutos de decidir, assumindo o seu trabalho artístico já está dentro do computador. By the way, o conselho que eu uso é apenas 1 mm de espessura. Eu não tentei em outros materiais de tabuleiro, mas se isso acontecer causar um problema, em seguida, fazer a caneta um milímetro mais curto.
Divirta-se a partir de Harry - SM0VPO
Como usa o Multímetro
Muitas pessoas têm a necessidade de utilização de um multímetro pôr não tem idéia de como proceder, neste artigo vou mostrar em uma forma simples de como se utilizar um multímetro para tarefas de medição simples que vão lhe auxiliar em consertos. Será mostrada também a diferença entre Corrente Alternada (AC) e Corrente Continua (DC), Medição de resistores (OHM), Corrente elétrica (Ampere), Continuidade etc.
Começaremos por explicar a diferença que a entre as correntes Alternada e Continua.
Corrente Alternada (AC):
A corrente alternada, ou CA (em inglês AC) é uma corrente elétrica cuja magnitude e direção da corrente varia ciclicamente, ao contrário da corrente contínua cuja direção permanece constante. A forma de onda usual em um circuito de potência CA é senoidal por ser a forma de transmissão de energia mais eficiente. Entretanto, em certas aplicações, diferentes formas de ondas são utilizadas tais como triangular ou ondas quadradas. É aquela que varia com o tempo, geralmente de forma senoidal, repetindo 60 ciclos/s ou 60 Hz (motores, geradores, transformadores, retificadores, instalações elétricas industriais e prediais.
Uma forma mais simples para definir a Corrente Alternada seria:
Corrente alternada, tensão fornecida pela companhia elétrica para sua casa.Você encontra na tomada onde é ligado seus eletrodomésticos etc.
Corrente Continua (DC):
Corrente contínua (CC ou, em inglês, DC) é o fluxo constante e ordenado de elétrons sempre em uma direção. Esse tipo de corrente é gerado por baterias de automóveis ou de motos (6, 12 ou 24V), pequenas baterias (geralmente 9V), pilhas (1,2V e 1,5V), dínamos, etc. Normalmente é utilizada para alimentar aparelhos eletrodomésticos de som e vídeo (entre 1,2V e 24V) e os circuitos digitais de equipamento de informática (Computadores, Modems, Hubs, etc.).
OHM:
O ohm é uma unidade de medida da resistência elétrica. Corresponde à resistência de um condutor quando percorrido por uma corrente de 1 ampere sob uma tensão de 1 volt.
Ampere:
É a intensidade de corrente elétrica constante com o tempo que, fluindo através de dois condutores retilíneos e paralelos, de comprimento infinito e seção circular infinitamente pequena, distanciados de 1 m, produz, entre esses condutores, em cada metro de comprimento, uma força eletrodinâmica.
Multímetros:
O multímetro é o aparelho usado para medir corrente elétrica (DCmA) ou (DCA), tensão contínua (DCV), tensão alternada (ACV) e resistência elétrica (Ω). A função do multímetro pode ser escolhida através da chave seletora localizada abaixo do painel. Existem dois tipos de multímetro: o analógico (de ponteiro) e o digital (de visor de cristal líquido). Cada um tem sua vantagem: o analógico é mais usado para testar componentes como: Transistores, capacitores, resistores etc.Enquanto o digital é melhor para medir tensões; podendo também medir componentes como os analógicos. Abaixo vemos os dois tipos de multímetros citados e funções.
Multímetro Analógico:
Possui um ponteiro no painel para indicar o valor da unidade a ser medida. É menos preciso que o digital na medida de tensões ou resistências, porém é o mais eficiente no teste de componentes eletrônicos. O ideal é que o multímetro analógico tenha a escala de X1 e X10K. Abaixo mostramos um modelo.

Exemplo de como utilizar a escala de Tensão continua para uma medição de uma bateria de 9V .
Primeiramente coloque na escala de Tensão continua selecionado sempre uma tensão superior a que será medida.
Escolha na escala 10v ou uma Tensão superior a esta se por ventura o multímetro não a tiver.
Coloque a ponta de prova negativa no contato negativo da bateria e o positivo no positivo.

Abaixo mostra como seria o resultado da medição.

Exemplo de como medir Corrente alternada com um multímetro analógico:
O procedimento para a medida de tensão alternada é muito parecido com a medida de tensão contínua. As escalas são parecidas, a leitura do painel é feita da mesma forma que a função DCV. A diferença é que a tensão alternada não tem polaridade, portanto a posição das pontas de prova não altera em nada a medida. Este teste é feito na rede elétrica ou nos transformadores dos circuitos eletrônicos.
Exemplo para medir corrente elétrica (DC mA OU DCA).
Para este tipo de teste, devemos desligar uma parte do circuito e colocar a ponta vermelha no ponto mais próximo do +B e a preta mais próximo do terra, de tal modo que a corrente do circuito passe por dentro do multímetro. Porém este teste não é realizado em consertos de circuitos, devido à dificuldade de colocação das pontas de prova no circuito e ao fato da corrente do circuito não vir indicada nos esquemas dos circuitos.
Multímetro Digital:
Possui um visor de cristal líquido o qual já indica o valor medido diretamente. Abaixo temos um exemplo deste tipo com as funções indicadas na chave seletora.

Medindo tensão continua:
Coloque a chave na escala DCV mais próxima acima da tensão a ser medida. Ponha a ponta preta no terra ou qualquer outro ponto com potencial mais baixo e a vermelha no ponto de tensão mais alta. A leitura será próxima ao valor indicado.Isto dependerá da precisão no multímetro.
Medição de Tensão alternada:
Coloque a chave na escala ACV mais próxima acima da tensão a ser medida. A maioria dos multímetros digitais só tem duas escalas ACV: até 200 V e até 750 V. Meça a tensão não se importando com a polaridade das pontas. A tensão alternada nos circuitos eletrônicos costuma ser medida na entrada da rede ou nos secundários do transformador de alimentação do mesmo.
Medição de corrente elétrica:
Para usar o amperímetro, coloque a chave seletora na escala mais próxima acima da corrente a ser medida. Para isto é necessário saber qual a corrente que passa pelo circuito. Interrompa uma parte do circuito. Coloque a ponta vermelha no ponto mais próximo da linha de +B e a preta no ponto mais próximo do terra. Em assistência técnica quase não se usa o amperímetro devido a dificuldade da colocação das pontas de prova.
Medição de resistores:
Escolha uma escala do Ohmímetro mais próxima acima do valor do resistor a ser medido (200, 2K, 20K, 200K, 2M, 20M se houver). Meça o componente e a leitura deve estar próxima do seu valor. Este teste pode ser feito com bobinas, fusíveis, chaves, etc.
Uma tabela muito útil para medição de resistores é a do código de cores como mostro abaixo:
Cores 1º anel 2º anel 3º anel 4º anel
1º digito 2ºdigito Multiplicador Tolerância
Prata – – 0,01 10%
Ouro – – 0,1 5%
Preto 0 0 1 -
Marrom 01 01 10 1%
Vermelho 02 02 100 2%
Laranja 03 03 1 000 3%
Amarelo 04 04 10 000 4%
Verde 05 05 100 000 -
Azul 06 06 1 000 000 -
Violeta 07 07 10 000 000-
Cinza 08 08 – -
Branco 09 09 – -
Medição de semicondutores:
Nesta escala poderá medir Diodos e Transistores como mostro abaixo:
Diodos:

Transistores:

Podendo também medir a continuidade de fios pelo teste sonoro para saber se um cabo esta rompido.
fonte: http://www.eletrohoo.com.br
Confecção de PCB caseiro com impressora a laser
Existem muitos artigos pela internet sobre como fazer PCB usando uma impressora a laser, realmente funciona, mas o sucesso desta técnica depende principalmente de conseguir encontrar o papel certo.
O papel indicado é o glossy, papel fotográfico que tem uma película brilhante onde o toner adere tornando fácil transferir para o cobre com um ferro de passar. O problema é que estes papéis foram sendo substituído por novos, melhorados que já não funcionam tão bem para fazer PCB.
No artigo do link a seguir (em inglês), você encontra o passo a passo da mesma técnica com um novo tipo de papel: PAPEL DE REVISTA. Isso mesmo, eu testei e funciona muito bem. Experimente com todo tipo de papel de revista que tem em casa, como eu fiz, imprima em cada um uma trilha e faça o teste para ver qual papel funciona melhor.
http://www.riccibitti.com/pcb/pcb.htm
Imprima o circuito:

Ajuste sobre a placa de cobre para transferir com o ferro de passar:

Você deve testar antes para saber o tempo, a temperatura e a pressão certa a aplicar para que o toner saia sem borrar e sem falhas. Aproveite o teste das folhas de revistas para isso.

Depois de esfriar deixe na água para molhar bem o papel:

Retire o papel esfregando com o dedo:

Está pronto e é só por para corroer o cobre.

Publicado janeiro 24, 2013 por Marco Ribeiro em Dicas, Placas de Circuito Impresso (PCI)
TÉCNICAS DE SOLDAGEM DE COMPONENTES ELETRÔNICOS
Introdução
Quase todos os dispositivos eletrônicos hoje em dia são montados em uma placa de circuito impresso (PCI ou PCB). Para efetuar a montagem ou manutenção do circuito você precisa conhecer algumas técnicas de soldagem e dessoldagem. A solda tem como finalidades permitir um bom contato elétrico e uma boa rigidez mecânica
Uma junta mal soldada afeta de forma acentuada o fluxo da corrente levando a falhas na operação do circuito. Uma placa de PCB pode ser danificada por excesso de calor ou a falta de calor pode causar uma solda fria por. Se a solda escorrer, duas trilhas do circuito podem entrar em curto circuito.
Uma boa solda requer pratica e conhecimento sobre os princípios de soldagem. O objetivo desta aula é permitir que você comece a desenvolver essas habilidades. Quanto mais circuitos você montar mais pratica adquirirá, para isso monte a maior quantidade de Kits possivel.
Fig01: Exemplos de dispositivos para soldar
Tipos de Dispositivos para Solda
Existem vários tipos de dispositivos usados na soldagem de componentes eletrônicos: ferros de solda, pistola de solda e estação de solda. Ferros são usados para trabalhos leves e médios e pistolas são usados para trabalhos mais pesados. O tipo estação pode servir pra trabalhos de leve a pesado.
Ferros de soldar podem variar de 15W a centenas de Watts. Para o trabalho em circuitos impresso os ferro de 15W a 40W são mais adequados. Para potencias maiores corre-se o risco de danificar as trilhas. O ferro é constituído de uma base oca dentro da qual existe uma resistência aquecedora. Uma ponta metálica será aquecida quando o ferro for ligado. Aqui daremos ênfase ao ferro de solda por ser mais barato e popular.
LIMPEZA DO FERRO DE SOLDA
A Ponta do Soldador
O material da ponta na maior parte dos casos é de cobre coberto com outro material. Para aumentar a sua duração muitas vezes é coberto de ferro, mas isso diminui a transferência de calor.
A ponta deve sempre ser estanhada com uma camada de estanho para evitar que a a mesma oxide. Caso a ponta fique com pequenas incrustações negras, as mesmas devem ser removida com uma lâmina e em seguida novamente estanhada. Não use substancias abrasivas (lixa por exemplo) para esta operação, pois isso diminuí a vida útil da ponta. Caso necessário troque a ponta de solda.
A ponta deve sempre ser estanhada com uma camada de estanho para evitar que a a mesma oxide. Caso a ponta fique com pequenas incrustações negras, as mesmas devem ser removida com uma lâmina e em seguida novamente estanhada. Não use substancias abrasivas (lixa por exemplo) para esta operação, pois isso diminuí a vida útil da ponta. Caso necessário troque a ponta de solda.
Fig02: Estanhando a ponta do ferro (clique para aumentar)
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( a ) ( b ) ( c )
Fig03: Cuidados com a ponta ( a ) Ponta estanhada ( b ) Ponta suja ( c ) Base com esponja de limpeza
Trocando a Ponta ou a Resistência
Dependendo do valor do ferro de soldar as vezes vale a pena trocar a ponta e/ou a resistência aquecedora. Para isso você deve abrir o ferro.
Comece desparafusando e retirando a ponta. Retire os parafusos do cabo e empurre o fio da resistência para dentro. Retire o "espaguete" da emenda da resistência. Não perca estes "espaguetes" já que além de isolantes elétricos, são isolantes térmicos. Coloque a nova resistência dentro do tubo metálico. Refaça a emenda do cabo de força e recoloque os "espaguetes". Posicione a resistência até ela encostar bem perto da ponta. Recoloque os parafusos do cabo e a ponta. Abaixo vemos o procedimento:
Fig04: trocando a ponta do ferro de solda
A SOLDA
A solda é composta de dois materiais de baixo ponto de fusão, estanho e chumbo. Ás vezes pode conter pequenas quantidades de outros materiais para usos especiais. Essa liga tem um ponto de fusão ao redor de 360º a 370º, tornando-a ideal para fazer juntas entre dois metais. A solda é identificada a partir da proporção entre estanho e chumbo. sendo que comumente temos as proporção mais comum 40/60, 50/50 e 60/40.
Fig05: Diversas embalagens de solda
O Fluxo
A maioria das soldas contem o fluxo no seu núcleo facilitando desta forma a sua aplicação quando do aquecimento. A função do fluxo é remover a fina camada de oxido que se forma na superfície a ser soldada criando um bom contato metal-metal.
APLICAÇÃO DE SOLDA NOS CIRCUITOS ELETRÔNICOS
Antes de Efetuar a Soldagem: Limpando as Conexões
Para uma adesão adequada entre as superfícies metálicas as mesmas devem ser limpas. O fluxo só remove o oxido, qualquer traço de graxa devem ser retirados.Use uma esponja de aço (Bom Bril ou equivalente).
Limpando a ponta do ferro (clique para aumentar)
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1 - Segue o ferro de solda da mesma forma que o lápis para escrever;
2 - Limpe e estanhe a ponta do ferro de solda;
3 - Encoste a ponta ao mesmo tempo na trilha e no terminal do componente. Mantenha o ferro imóvel durante esta operação;
4 - Aplique solda na trilha até ela cobrir toda a ilha e o terminal do componente;
5 - Retire o ferro rapidamente. A operação da soldagem deve ser feita rapidamente para não danificar as trilhas da placa. Abaixo vemos o procedimento:
SUGADORES DE SOLDA
Esta ferramenta é usada para retirar a solda do circuito. É formada por um tubo de metal ou plástico com um embolo impulsionado através de uma mola. Abaixo vemos diversos modelos de sugadores de solda:
Para o sugador durar o máximo de tempo possível, de vez em quando temos que desmontá-lo para fazer uma limpeza interna e colocar grafite em pó para melhorar o deslizamento do embolo. Também podemos usar uma "camisinha" para proteger o bico. A "camisinha" é um bico de borracha resistente ao calor e adquirido nas lojas de ferramentas ou componentes eletrônicos.
USO CORRETO DO SUGADOR DE SOLDA
Abaixo vemos a sequência para aplicar o sugador de solda e retirar um componente de uma placa de circuito impresso:
1 - Encoste a ponta do ferro na solda que vai ser retirada. O recomendável aqui é colocar um pouco mais de solda no terminal do componente. Isto facilita a dessoldagem;
2 - Derreta bem a solda no terminal do componente;
3 - Empurre o embolo (pistão) do sugador e coloque-o bem em cima da solda na posição vertical, sem retirar o ferro;
4 - Aperte o botão, o pistão volta para a posição inicial e o bico aspira a solda para dentro do sugador;
5 - Retire o ferro e sugador ao mesmo tempo. Agora o componente está com o terminal solto. Se ficar ainda um pouco de solda segurando o terminal, coloque mais e repita a operação.
ACESSÓRIOS PARA SOLDAGEM
Estes acessórios são basicamente uma esponja vegetal que deve ser umedecida para limpar a ponta do ferro, suportes para colocar o ferro aquecido e a pasta de solda (breu) usada quando vamos soldar numa superfície onde é difícil a aderência da solda. Abaixo vemos os elementos citados:
PISTOLA DE SOLDA
É um tipo de ferro de solda que aquece a ponteira quase instantaneamente quando apertamos um botão que ele tem em forma de gatilho. Também tem uma pequena lâmpada para iluminar o local onde está sendo feita a soldagem. Este ferro é indicado para soldas mais pesadas, ou seja, componentes grandes com terminais mais grossos. Abaixo vemos um tipo de pistola:
[ TUTORIAL ] Como usar o multímetro digital para medições básicas.
Multímetro Digital! Muitas vezes precisamos testar algum componente do xbox 360, uma tomada, um ferro de solda ou um fio e não temos uma ferramenta adequada para fazermos isso, é ai que entra o multímetro digital.
Antes de começarmos vamos saber o que é essa ferramenta.
O multímetro é uma ferramenta que engloba outras ferramentas utilizadas para realizar medições, existem dois tipos de multímetros portáteis, o digital e o analógico, no multímetro digital geralmente se encontra um amperímetro, um voltímetro com dois medidores de tensão continua e tensão alternada, um ohmímetro e um testador de sinal, diodos, transistores, etc.
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O Amperímetro é utilizado para fazer medições de correntes elétricas, sempre o utilizando em ligação em série com o que for testado, caso ligado em paralelo poderá ocorrer a queima de tal, a unidade utilizada é o Ampere (A).
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O Voltímetro, é utilizado para fazer medições de tensão elétrica, ele deve ser ligado em paralelo com o que for testado, no modo voltímetro é possível escolher duas formas para medir a tensão contínua e a tensão alternada, no modo contínuo é utilizado para medir tensão de baterias e pilhas, no modo alternado é utilizado para medir a tensão de tomadas residenciais, etc, a unidade utilizada é o Volt (V).
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O Ohmímetro, é utilizado para fazer medição de resistência elétrica, pode ser ligado tanto em série como em paralelo, mas é preciso que o que for medido esteja desligado de qualquer fonte de energia, a unidade utilizada é o Ohm (Ω).
O Testador de Sinal, Diodos e Transistores, é utilizado para fazer testes em diodos, LED’s, transistores e também em trilhas para placas verificando alguma falha na mesma, etc.
Além das funções básicas, outras partes importantes do multímetro são as ponteiras de prova, com elas que é possível realizar as medições. Muitas vezes essas ponteiras podem ser substituidas por “jacarés” que facilitam na hora de agarrar um fio, por exemplo.
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Medições básicas com o Multímetro:
• Resistores
Para medir um resistor ou a resistência de um fio, é necessário ajustar o multímetro na função ohmímetro, dessa forma a unidade utilizada será o Ohm, para medir basta conectar as duas ponteiras de provas nas pontas do resistor ou fio, assim automaticamente será mostrado no visor o valor de sua resistência, em fios o certo é aparecer o valor zero, pois se aparecer alguma resistência, significa que o mesmo está danificado.
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• Tensão Rede Elétrica
Para medir a tensão em uma tomada de sua rede elétrica, é necessário ajustar o multímetro na função voltímetro na opção de tensão alternada, dessa forma a unidade utilizada será o Volt, antes de iniciar a medição é preciso tomar alguns cuidados, se você não conhece a rede é recomendável que utilize o equipamento na maior escala que tiver (no caso 750V) para que dessa forma não danifique o aparelho, caso você conheça a rede que irá medir, ajuste para o melhor valor que você achar, após isso conectar as duas ponteiras de provas na tomada e no visor do multímetro instantaneamente aparecera o valor da tensão.
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• Tensão em Pilhas
Para medir a tensão em uma pilha ou bateria, é necessário ajustar o multímetro na função voltímetro na opção de tensão continua, dessa forma a unidade utilizada será o Volt, antes de iniciar a medição altere o valor no aparelho de acordo com a capacidade de sua pilha, se ela for por exemplo de 3,5V ajuste para 20V para que dessa forma não danifique o aparelho, após isso conectar a ponteira de cor vermelha no polo positivo da pilha e a de cor preta no polo negativo, se você conectar ao contrário não há problema, mas aparecerá no visor um sinal de negativo antes da medida, mostrando que está invertida a polaridade.
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• Testando LED’s
Para medir um LED, é necessário ajustar o multímetro na função de teste de diodo, pois um LED não deixa de ser um díodo, porém emissor de luz (Light-Emitting Diode=LED), esse tipo de medição não tem unidade nenhuma, para medir basta conectar a ponteira vermelha na maior perna do LED e a ponteira preta na menor perna, se o LED estiver em perfeitas condições, ele irá acender.
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Com este pequeno guia, espero que todos vocês fiquem mais íntimos desta grande ferramenta que é o multímetro, e quem não tem, que compre um, é sempre bom te-lo por perto para alguma eventual medição, por mais que você não seja técnico especializado. ( Vai por mim, é sempre preciso ter um! rs )
Como Fazer Jogos de Super Nintendo e Megadrive
O Super Nintendo e o Megadrive e alguns jogos do Playstation como o Castlevania usa a linguagem de programação Assembly (ASM) pra fazer e precisa de um compilador que você instala geralmente no linux e são pouco que tem pra Windows resumindo se que programa jogo de snes sem erro e com mais facilidade use o sistema operacional linux.
Link do Programa e Compilador pra Inicia a fazer
http://optixx.org/category/snes/page/3
http://www.portabledev.com/pages/consoles/snes/pvsneslib.php
http://www.romhacking.net/utilities/395/
http://en.wikibooks.org/wiki/Super_NES_Programming
http://en.wikibooks.org/wiki/Super_NES_Programming/DMA_tutorial
Programa pra desenvolvimento de jogos no snes com a compilação de um game demo. e esquema e criação do snes cartucho pra teste quickdev.
http://optixx.org/category/snes/page/3
http://www.portabledev.com/pages/consoles/snes/pvsneslib.php
http://www.romhacking.net/utilities/395/
http://en.wikibooks.org/wiki/Super_NES_Programming
http://en.wikibooks.org/wiki/Super_NES_Programming/DMA_tutorial
http://www.smwcentral.net/?p=viewthread&t=69203
http://pt.wikibooks.org/wiki/Desenvolvimento_de_jogos/Programa%C3%A7%C3%A3o_Megadrive
No site abaixo ajuda se aprende o Assembler
http://www.assemblyprogressivo.net/p/curso.html
Extesão Super Nintendo:.sfc *.smc *.swc *.fig *.ufo *.gd3 *.gd7 *.dx2 *.mgd *.mgh *.048 *.058 *.068 *.078 *.bin *.usa *.eur *.jap *.aus *.bsx *.zip *.z *.7z *.rar *.gz *.bz2 *.jma)
Extesão Mega Drive rom: GEN,SMD,BIN,ZIP e ZFG
Bem visite os link assim se fica por dentro alguns compiladores converte a linguagen e achei na net um que converte a linguagen GML do GAME MAKER pra ASM e outra linguagens resumindo se você programou um jogo em C ou C++ é possivel uma conversão pra ASM e com as possivel correção no codigo se pode fazer um jogo por Super Nes ou Mega Drive tem que haver muito interrese ja que predomina hoje dia seria o java e game pra celular feito pra Android ou Iphone
As Linguages mais conhecida
10. JavaScript
09. Transact-SQL
8. Python
7. Visual Basic
6. PHP
5. C#
4. C++
3. Objective-C
2. Java
1. C
Banho de estanho para placas
Site Fonte:http://www.py2bbs.qsl.br/banho_estanho.php
Proteger placas de circuito impresso contra a corrosão é algo que muitos fazem e utilizam diversas formas, tal como breu dissolvido em thinner, verniz, etc. Todas apresentam resultados satisfatórios, porem cada uma tem suas vantagens e seus inconvenientes.
O breu por exemplo, já é usado a muito tempo e funciona até como fluxo de solda, mas o breu além de ser muito quebradiço é muito grudento, basta manusear a placa um pouco e com o próprio calor e suor dos dedos ele já começa a amolecer e melecar tudo.
O verniz já não tem este inconveniente do breu, mas acaba por atrapalhar um pouco a soldagem, pois é preciso uma temperatura acima de 250 graus para derrete-lo e ele deixa sujeira na solda que precisará ser limpa com uma escova de dentes velha
Em todos os dois métodos acima, mesmo assim o cobre ainda tende a oxidar com o tempo, ficando com aspecto escuro, isso devido a própria reação com a camada protetora, a própria sujeira que ficou durante a manipulação entre outros fatores.
O acabamento que alia a vantagem de não oxidar o cobre e facilitar em 100% a soldagem e o estanhamento. O estanhamento consiste em aplicar uma fina camada de estanho sobre a placa, podendo ser feito pelo menos de três maneiras diferentes:
- Manual, com ferro de solda e pasta de solda
- Por onda ou cadinho de solda e fluxo.
- Deposição galvânica.
O primeiro método é simples e a grande maioria conhece e o faz. Eu mesmo o uso frequentemente. Várias das placas que estão no final desta página que tem o acabamento estanhado foram feitas assim.
O segundo não é praticável em casa para baixa quantidade ou produção artesanal, requerendo no mínimo um cadinho de solda.
O terceiro até que é fácil de fazer, e a placa deve se banhada antes de se desenhar e corroer as trilhas.
Mas existe um "grande mistério" em torno da galvanização. A parte teórica sobre o processo pode ser lida neste artigo na wikipédia. Irei tratar aqui apenas do aspecto prático.
Chega de blablabla. Vamos ao que interessa. Gostaria de tem placas com este acabamento?

Bonito né?
Bom o que você vai precisar:
- Solução de bateria
- Água destilada ou desmineralizada (até "torneiral * " deve funcionar)
- Uma barrinha de estanho 40x60 (se tiver com maior teor de estanho, melhor)
- Borracha de silicone
- Vasilha plástica
- Bastão de plástico ou vidro
- Copo para medição
- Fonte de 12V de preferência ajustável e de uns 10A
- Pedaços de fio
- Amperimetro
- Material de proteção individual (óculos, luva, etc...)
(* água da torneira mesmo. :)

Água desmineralizada e solução de bateria.

Vasilha para o preparo e copo-medida

Barrinha de estanho 40/60 da Best
A solução de bateria e água pode ser comprada em postos de gasolina ou auto-elétrica. O estanho e borracha de silicone em qualquer casa de ferragens.
De posse de tudo isso, vamos proceder a diluição da solução de bateria.
ANTES DE TUDO: Faça tudo em local arejado, use luvas e óculos de proteção.
MUITO CUIDADO COM A SOLUÇÃO DE BATERIA! Ela é composta de ácido sulfúrico diluido. Se cair na pele arde e irrita e também pode machucar, na roupa estraga o tecido quase que imediatamente, no cimento ou piso corrói. Manuseie com cuidado e mantenha fora do alcance de crianças e animais. Se cair no chão, uma forma de neutralizar o efeito do ácido e espalhar bicarbonato de sódio dissolvido em água ou cal hidratada.
Lembre-se das aulas de química: Coloque sempre o ácido lentamente sobre a água, NUNCA o contrário.
Dilua 1 parte de solução de bateria para 20 de água. Ex: se for usar 100ml de ácido, precisará de 2000ml (2 litros) de água. Coloque sempre a água primeiro e já vertendo o ácido sobre a água lentamente e vá agitando a solução lentamente com um bastão de plástico ou vidro.
NÃO REAPROVEITE PARA OUTROS USOS o copo usado para medida, e nem as vasilhas usadas no processo.
Pegue a barrinha de estanho e a enrole de forma a aumentar sua área:

Que foto ruim!
Já aproveite e solde um pedaço de fio nela para conectar a fonte de alimentação. E cubra esta parte com borracha de silicone para que o ácido não ataque o fio de cobre.

Agora pegue um pedaço de fio de cobre qualquer e faça um rolinho igual a barrinha de solda mais ou menos com a mesma área. Este eletrodo o usaremos no inicio do preparo do banho como "eletrodo de sacrifício".

Eita fiozinho feio! Queria o que... era sucata!
Mergulhe tudo na solução e conecte a barrinha de estanho ao positivo da fonte, pode colocar o amperímetro em serie aqui, e o negativo no eletrodo de sacrifício. FAÇA ISSO EM LOCAL AREJADO! Pois será liberado hidrogênio e oxigênio em grande quantidade. Verifique a corrente no amperímetro. O valor deve ficar entre 3 e 6A. Você pode ajustar inicialmente a corrente aproximando ou afastando mais os eletrodos. Se estiver muito alta assim mesmo será necessário diluir mais ainda a solução. Coloque mais água (DEVAGAR!)

Deixe "ferver" por cerca de 30 minutos, mas observe frequentemente o eletrodo de cobre. O objetivo disso é carregar a solução com íons de estanho/chumbo. Já que todo banho galvânico precisa ter um sal do metal a ser depositado dissolvido no ácido (no caso seria sulfato de estanho) e não temos isso com facilidade, a solução é produzir o sal na marra.
Depois de algum tempo você ira notar que esta aparecendo estanho no eletrotodo de cobre:


Desligue a fonte e deixe descansar por cerca de 1/2 hora. Deixe os eletrodos dentro da solução. Ela ira começar a ficar esbranquiçada/leitosa. É o nosso sulfato de chumbo/estanho aparecendo.

Tudo pronto para começar o processo. Pegue a placa de circuito impresso virgem, solde um pedaço de fio nela e limpe tudo muito bem com bombril para tirar qualquer sinal de oxidação. É bom dar uma lavada antes com detergente para desengordurar (banho desengraxante). Não coloque os dedos sobre a area do cobre.

Sim, para estes testes eu usei só retalhos de placa.
Conecte a placa no negativo da fonte, mergulhe na solução e ligue a fonte. Confira a corrente se esta em torno de 3 a 6A. Se estiver muito alta, diminua a tensão da fonte (por isso fonte ajustável). Quanto menor a tensão e corrente, melhor é o acabamento do banho, porem demora um pouco mais.

Abaixo fiz um vídeo que mostra o processo em tempo real. Foram necessários dois minutos para uma camada suficiente para proteger a placa (a área a ser coberta influencia muito no tempo).
Este vídeo não é definitivo, depois eu faço um melhor mostrando o
preparo da placa antes e depois. :P
Ao sair do banho a camada de estanho esta escurecida por causa do ácido da solução, mas isso não é problema. Lave a placa em água corrente.

Basta polir o banho. Não use bombril, pois o banho é fino e pode chegar no cobre novamente, use papel (pode ser jornal, papel higiênico, papel toalha). Esfregue com vigor e pronto! Temos nossa placa inteiramente estanhada com uma finíssima camada de estanho/chumbo.

Este é um pedaço de retalho.
O tempo do banho varia de acordo com vários fatores, mas os dois determinantes é a corrente utilizada e a área a ser banhada. Portanto para saber o ponto exato, vá retirando a placa do banho a cada minuto, quando as bordas começarem a ficar mais escuras indica que o estanho não esta mais aderindo a placa e sim formando pequenos grãos. Neste ponto retire a placa do banho, lave, faça um polimento prévio com jornal e coloque a placa no banho por mais um tempo até começar a escurecer as bordas novamente.
Depois deste segundo passo, retire a placa, lave com água e detergente e faça o polimento definitivo. Eu não senti a necessidade, mas pode ser experimentado um polimento com Kaol ou outro tipo de polidor de metais, mas não exagere na força pois como já disse o banho é fino.

Uma placa de tamanho decente estanhada por banho galvânico
Agora é só aplicar as trilhas, que pode ser com caneta, transferência de toner, silk ou qualquer outro método. Só não use bombril para retirar a tinta de proteção das trilhas, use solvente (álcool para caneta de retro-projetor e água raz, acetona ou thinner para toner ou silk)

A placa ai de cima já corroída.
A placa final já corroída. O processo foi o de transferência de toner e o corrosivo, ácido muriático e peróxido de hidrogênio. As pequenas falhas devem-se que o cartucho de toner da minha HP 4 Plus não esta bom (final de vida útil, já é toner recarregado) e esta deixando pequenas falhas na impressão, o que deixa pequenos poros na camada de toner na placa por onde entra o corrosivo e faz essas falhas.

Uma das plaquinhas mais de perto. Da pra ver na parte debaixo as falhas devido
a má cobertura do toner que esta no final da vida útil.
Proteger placas de circuito impresso contra a corrosão é algo que muitos fazem e utilizam diversas formas, tal como breu dissolvido em thinner, verniz, etc. Todas apresentam resultados satisfatórios, porem cada uma tem suas vantagens e seus inconvenientes.
O breu por exemplo, já é usado a muito tempo e funciona até como fluxo de solda, mas o breu além de ser muito quebradiço é muito grudento, basta manusear a placa um pouco e com o próprio calor e suor dos dedos ele já começa a amolecer e melecar tudo.
O verniz já não tem este inconveniente do breu, mas acaba por atrapalhar um pouco a soldagem, pois é preciso uma temperatura acima de 250 graus para derrete-lo e ele deixa sujeira na solda que precisará ser limpa com uma escova de dentes velha
Em todos os dois métodos acima, mesmo assim o cobre ainda tende a oxidar com o tempo, ficando com aspecto escuro, isso devido a própria reação com a camada protetora, a própria sujeira que ficou durante a manipulação entre outros fatores.
O acabamento que alia a vantagem de não oxidar o cobre e facilitar em 100% a soldagem e o estanhamento. O estanhamento consiste em aplicar uma fina camada de estanho sobre a placa, podendo ser feito pelo menos de três maneiras diferentes:
- Manual, com ferro de solda e pasta de solda
- Por onda ou cadinho de solda e fluxo.
- Deposição galvânica.
O primeiro método é simples e a grande maioria conhece e o faz. Eu mesmo o uso frequentemente. Várias das placas que estão no final desta página que tem o acabamento estanhado foram feitas assim.
O segundo não é praticável em casa para baixa quantidade ou produção artesanal, requerendo no mínimo um cadinho de solda.
O terceiro até que é fácil de fazer, e a placa deve se banhada antes de se desenhar e corroer as trilhas.
Mas existe um "grande mistério" em torno da galvanização. A parte teórica sobre o processo pode ser lida neste artigo na wikipédia. Irei tratar aqui apenas do aspecto prático.
Chega de blablabla. Vamos ao que interessa. Gostaria de tem placas com este acabamento?
Bonito né?
Bom o que você vai precisar:
- Solução de bateria
- Água destilada ou desmineralizada (até "torneiral * " deve funcionar)
- Uma barrinha de estanho 40x60 (se tiver com maior teor de estanho, melhor)
- Borracha de silicone
- Vasilha plástica
- Bastão de plástico ou vidro
- Copo para medição
- Fonte de 12V de preferência ajustável e de uns 10A
- Pedaços de fio
- Amperimetro
- Material de proteção individual (óculos, luva, etc...)
(* água da torneira mesmo. :)
Água desmineralizada e solução de bateria.
Vasilha para o preparo e copo-medida
Barrinha de estanho 40/60 da Best
A solução de bateria e água pode ser comprada em postos de gasolina ou auto-elétrica. O estanho e borracha de silicone em qualquer casa de ferragens.
De posse de tudo isso, vamos proceder a diluição da solução de bateria.
ANTES DE TUDO: Faça tudo em local arejado, use luvas e óculos de proteção.
MUITO CUIDADO COM A SOLUÇÃO DE BATERIA! Ela é composta de ácido sulfúrico diluido. Se cair na pele arde e irrita e também pode machucar, na roupa estraga o tecido quase que imediatamente, no cimento ou piso corrói. Manuseie com cuidado e mantenha fora do alcance de crianças e animais. Se cair no chão, uma forma de neutralizar o efeito do ácido e espalhar bicarbonato de sódio dissolvido em água ou cal hidratada.
Lembre-se das aulas de química: Coloque sempre o ácido lentamente sobre a água, NUNCA o contrário.
Dilua 1 parte de solução de bateria para 20 de água. Ex: se for usar 100ml de ácido, precisará de 2000ml (2 litros) de água. Coloque sempre a água primeiro e já vertendo o ácido sobre a água lentamente e vá agitando a solução lentamente com um bastão de plástico ou vidro.
NÃO REAPROVEITE PARA OUTROS USOS o copo usado para medida, e nem as vasilhas usadas no processo.
Pegue a barrinha de estanho e a enrole de forma a aumentar sua área:
Que foto ruim!
Já aproveite e solde um pedaço de fio nela para conectar a fonte de alimentação. E cubra esta parte com borracha de silicone para que o ácido não ataque o fio de cobre.
Agora pegue um pedaço de fio de cobre qualquer e faça um rolinho igual a barrinha de solda mais ou menos com a mesma área. Este eletrodo o usaremos no inicio do preparo do banho como "eletrodo de sacrifício".
Eita fiozinho feio! Queria o que... era sucata!
Mergulhe tudo na solução e conecte a barrinha de estanho ao positivo da fonte, pode colocar o amperímetro em serie aqui, e o negativo no eletrodo de sacrifício. FAÇA ISSO EM LOCAL AREJADO! Pois será liberado hidrogênio e oxigênio em grande quantidade. Verifique a corrente no amperímetro. O valor deve ficar entre 3 e 6A. Você pode ajustar inicialmente a corrente aproximando ou afastando mais os eletrodos. Se estiver muito alta assim mesmo será necessário diluir mais ainda a solução. Coloque mais água (DEVAGAR!)
Deixe "ferver" por cerca de 30 minutos, mas observe frequentemente o eletrodo de cobre. O objetivo disso é carregar a solução com íons de estanho/chumbo. Já que todo banho galvânico precisa ter um sal do metal a ser depositado dissolvido no ácido (no caso seria sulfato de estanho) e não temos isso com facilidade, a solução é produzir o sal na marra.
Depois de algum tempo você ira notar que esta aparecendo estanho no eletrotodo de cobre:
Desligue a fonte e deixe descansar por cerca de 1/2 hora. Deixe os eletrodos dentro da solução. Ela ira começar a ficar esbranquiçada/leitosa. É o nosso sulfato de chumbo/estanho aparecendo.
Tudo pronto para começar o processo. Pegue a placa de circuito impresso virgem, solde um pedaço de fio nela e limpe tudo muito bem com bombril para tirar qualquer sinal de oxidação. É bom dar uma lavada antes com detergente para desengordurar (banho desengraxante). Não coloque os dedos sobre a area do cobre.
Sim, para estes testes eu usei só retalhos de placa.
Conecte a placa no negativo da fonte, mergulhe na solução e ligue a fonte. Confira a corrente se esta em torno de 3 a 6A. Se estiver muito alta, diminua a tensão da fonte (por isso fonte ajustável). Quanto menor a tensão e corrente, melhor é o acabamento do banho, porem demora um pouco mais.
Abaixo fiz um vídeo que mostra o processo em tempo real. Foram necessários dois minutos para uma camada suficiente para proteger a placa (a área a ser coberta influencia muito no tempo).
Este vídeo não é definitivo, depois eu faço um melhor mostrando o
preparo da placa antes e depois. :P
Ao sair do banho a camada de estanho esta escurecida por causa do ácido da solução, mas isso não é problema. Lave a placa em água corrente.
Basta polir o banho. Não use bombril, pois o banho é fino e pode chegar no cobre novamente, use papel (pode ser jornal, papel higiênico, papel toalha). Esfregue com vigor e pronto! Temos nossa placa inteiramente estanhada com uma finíssima camada de estanho/chumbo.
Este é um pedaço de retalho.
O tempo do banho varia de acordo com vários fatores, mas os dois determinantes é a corrente utilizada e a área a ser banhada. Portanto para saber o ponto exato, vá retirando a placa do banho a cada minuto, quando as bordas começarem a ficar mais escuras indica que o estanho não esta mais aderindo a placa e sim formando pequenos grãos. Neste ponto retire a placa do banho, lave, faça um polimento prévio com jornal e coloque a placa no banho por mais um tempo até começar a escurecer as bordas novamente.
Depois deste segundo passo, retire a placa, lave com água e detergente e faça o polimento definitivo. Eu não senti a necessidade, mas pode ser experimentado um polimento com Kaol ou outro tipo de polidor de metais, mas não exagere na força pois como já disse o banho é fino.
Uma placa de tamanho decente estanhada por banho galvânico
Agora é só aplicar as trilhas, que pode ser com caneta, transferência de toner, silk ou qualquer outro método. Só não use bombril para retirar a tinta de proteção das trilhas, use solvente (álcool para caneta de retro-projetor e água raz, acetona ou thinner para toner ou silk)
A placa ai de cima já corroída.
A placa final já corroída. O processo foi o de transferência de toner e o corrosivo, ácido muriático e peróxido de hidrogênio. As pequenas falhas devem-se que o cartucho de toner da minha HP 4 Plus não esta bom (final de vida útil, já é toner recarregado) e esta deixando pequenas falhas na impressão, o que deixa pequenos poros na camada de toner na placa por onde entra o corrosivo e faz essas falhas.
Uma das plaquinhas mais de perto. Da pra ver na parte debaixo as falhas devido
a má cobertura do toner que esta no final da vida útil.